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Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Passeios de maresia

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(Mindelo, 03/05/2018)

 

 A flora dunar de Mindelo segue comigo. Colada àquilo que sou dentro. Algumas flores, trago-as nas mãos gélidas de nortada. Mas entretanto, descansam do seu bailado na madeira do passadiço envelhecido.

 

Não me canso destes passeios de maresia ...

Da parte calma da manhã

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(Trofa, 03/04/2017 - 07:45)

 

Acho que já disse isto aqui... mas é que há realmente algo de mágico nas primeiras horas do dia... Um despertar que nos clarifica o espírito e nos dá aquela sensação de que tudo será possível hoje, pelo menos hoje, não é?

 

O ar fresco da manhã. A luminosidade ainda pálida. O movimento calmo que antecede a euforia. Parecem conspirar para que se torne possível a realização do que queremos ser...

 

...

 

É com este pensamento que chego ao Porto, e a confusão do trânsito na VCI arrasta-me para uma realidade mais concreta. É tempo de me escudar e deixar a magia dentro.

 

Vamos lá! Boooora!!!!!!

 

 

 

Hoje fui...

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Hoje foi dia de correr no parque sozinha na torrente de gente que os primeiros domingos solarengos trazem à rua...

 

Foi dia de me livrar das ansiedades típicas de final de período letivo, de correr muito com elas, até as deixar para trás e ofegante, não sentir perda nenhuma.

 

 

 

(Guimarães, 02/04/2017 - 18:15)

 

Foi dia de respirar profundamente e de me convencer que o horário da manhã daquelas aulas de yoga cabe perfeitamente no meu, em alguns dias. De me comprometer com a inscrição que farei na próxima semana. 

  

E no meio da corrida, ou, para ser mais verdadeira, no meio da passada acelerada, porque estava demasiado cansada para correr o caminho todo... Demasiado enebriada pelo sol, pela música que levava nos ouvidos, e pela sensação de liberdade, lembrei-me que sou mulher para além de mãe e filha e professora e amiga e ... todos os papéis possíveis que possa desempenhar ainda... 

 

Lembrei-me que às vezes me esqueço disso e que sou mais mãe, ou mais filha, ou mais professora, antes de ser mulher. Porquê? Acho que os acontecimentos do meu passado recente me levaram, de certa forma, a desligar-me da minha esssência e forçaram-me a existir apenas no prolongamento das relações que tenho com os outros... E hoje admiti-o perante mim. O que é um grande feito! porque dei o primeiro passo, não para voltar à mulher que fui, mas para deixar crescer a mulher que sou e que ainda quero ser. Por mim. porque por muito amor que tenha pelos outros, as nossas relações só serão mais fortes, mais ricas e efémeras se eu existir fora delas também.

 

Por isso hoje fui... fui correr... fui pensar... fui sentir... e fui ser mulher!

 

 

 

 

Manhã de céu azul

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No caminho para Vila do Conde, esta manhã brinda-me com um céu azul que me faz acreditar em todas as possibilidades!

 

Há qualquer coisa de mágico a pairar no ar fresco desta manhã, e felizmente chego depressa e desperta o suficiente para poder pressentí-lo!

 

Tinha saudades de ter tempo para sentir, para entrar dentro de mim e reparar que espelho as perceções que tenho do mundo... é que hoje, a brisa fresca que percorre os meus cabelos, também corre nas minhas veias!

 

Aprecio o momento e agradeço.

 

 

E então saio de rompante, torno-me mais confiante
Vendo o dia amanhecer.
Escolho o meu melhor sorriso, e aceito o improviso,
Que o meu dia vai trazer.

_Qutro e meia

 

 

 

Azul!


Azul à minha volta e dentro de mim, o mar!
O ar fresco e azulado, pintalgado de maresia invade-me e deixa um sabor a sal nos lábios que humedeço de gula por mais e mais azul.
Tinha saudades deste azul límpido do céu, de estar deitada de costas contra a relva fresca e de olhar perdido nas tonalidades celestes que me afagam os cabelos, espalhados, afagando amores-perfeitos... De que cores? Azuis, claro!
.
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No meio do trabalho, dos afazers domésticos, dos convívios sociais... às vezes perco-me da alegria que é estar em paz comigo. Hoje, por um momento, tive tempo para voltar a saborear o prazer que é conviver comigo e com os azuis que trago dentro!

...


Eu gosto de procissões. Pronto, já disse!
Gosto das cores, das personagens que se enfunam de vida nos corpos de pessoas normais.
Gosto dos sons dos sapatos na calçada e do murmúrio da assistência.
Gosto da fotografia que fica depois.


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Os obituários


Há um assunto que de alguns dias para cá me anda a incomodar um bocado. Não sei se convosco acontece a mesma coisa, mas eu passo a explicar melhor...
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Na minha cidade, há locais específicos para a afixação de obituários, missas de sétimo dia de falecimento e afins. Mas não é isto que me incomoda muito. Até acho bem existir a afixação destas informações para que a comunidade religiosa possa tomar conhecimento e agendar os respectivos compromissos. O que realmente me causa estranheza é a acumulação de gente idosa em frente ao referido placard. De tal forma que se torna, para mim, impossível atravessar aquele troço de passeio e me vejo obrigada a atravessar a rua só para poder ultrapassar o emaranhado de gente que se acumula em frente ao obituário...
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E claro que a minha mente fértil se pôs logo a congeminar hipóteses de pensamentos que atravessarão a mente daquelas pessoas ávidas por este tipo de informações...
Será que apesar de expressarem o habitual "Coitado... Era tão bom homem e já se foi... Que Deus o tenha..." Será que não se congratulam intimamente de ainda cá estarem para ver os colegas partir...?
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Pois eu acho que sim. deve haver algum fragmento de felicidade mórbida na contemplação exaustiva do obituário da cidade... Só pode...
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Desculpem a morbidez do post, mas tinha que desabafar...
Outros virão!

Afaga a minha vida












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Voltou o sol. Voltou a vontade de descalçar os pés e sentir o granulado da areia a mimá-los. De novo a vontade de dançar nas ondas da água ainda fria, mas que aquece por dentro.
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Por fora, um sorriso do tamanho do mundo.
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Às vezes, é bom ter como única preocupação, afastar os cabelos que o vento insiste em colocar na boca e nos olhos que quero limpos para te sorver.
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Nestes momentos tenho uma vida à minha frente. E desta vez, não quero agarrá-la, mas soltá-la, ao vento, como solto os meus cabelos.
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Passa-me a mão pelos cabelos. Afaga a minha vida.


Tenho um propósito




Dentro de mim as coisas mudam. Movem-se com vontade própria, trocam de lugares e de intensidade... Como não dei por isso?











Mas sei. A vida paira à minha frente e incentiva-me a tomar decisões, a viver a sério...

Sei também que o passado pesa nessas decisões que tomo... Durante muito tempo pensei que era sempre livre de começar de novo, que poderia a qualquer momento pegar numa borracha e apagar tudo, para reescrever um novo começo ou um final diferente. Hoje sei que não é bem assim, os passados que vivemos marcam-nos e tornam-nos pessoas diferentes, barram-nos caminhos e mostram-nos alternativas. Resta apenas a vontade de permanecer fiel ao firme propósito de ser feliz.











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