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Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Já passaram 3 semanas?!?!

 Bolas!

 

Há coisas que não mudam nunca. E eu já sei que sou muito mais sensível do que algumas das minhas amigas! Não doi nada, não sejas lamechas! Não doi?!? Não lhes doi a elas, (fuck)!

 

Eu explico:

 

Amanhã é sábado e é dia de depilação... Digo isto com uma voz mais grave, demorando na última sílaba e fechando os olhos enquanto a pronuncio... E penso: Bolas! Já?!? Outra vez tortura?!?

 

E lá vou eu de iniciativa própria, com horário agendado com 3 semanas de antecedência, muito ciente daquilo a que vou ser sujeita...

 

 

Não, não é que me estejam a apontar uma arma a cabeça e a obrigar-me e, com 3 semanas de antecedência, também não posso dizer que é um devaneio casual. Não é. Vou passar uma hora de tortura chinesa, num misto de posições de yoga com exercícios respiratórios pré-parto, apenas e simplesmente porque quero.

 

É só amanhã, mas hoje antevejo:

 

- Bom dia, vem bem disposta hoje? Vamos lá?

- Bom dia. Vamos lá... para a câmara da tortura, mas vamos ver se a R. desta vez vai ser mais meiga e não me arranca a alma!...

- Ahah! Lá está a S. a brincar outra vez!

(o pior é que não estou mesmo. para mim é mesmo uma câmara de tortura.)

(e agora em fast foward o que se passa naquela marquesa, que não é bom entrar em detalhes nestas coisas e já transpiro na antecipação da ação que se vai desenrolar)

- Deite, vire mais para cá, levante esta perna, muito bem e agora a outra perna, abra, abra mais um pouquinho...

(e eu já estou a morder-me toda e a gemer para dentro para não dar parte fraca, mas a saga continua)

- Vá... não está a doer assim tanto, pois não? As férias já acabaram ou ainda vai para  a praia?

(Hell no!! Aguentar-me à bronca quando parece que me estão a arrancar a alma pelos poros das virilhas, ainda vá que não vá, mas fazer conversa em plena fase de tortura, aí já é outra história... e então eu digo, rapidamente e num grito esganiçado: Nao vou à praia, mas se prometer que despacha isto rápido, pode ser que considere... Só quero mesmo é sair daquiii! Uiiii! que doeu!)

(e assim continuamos)

- Desculpe, já está, já vai passar...

- Já está? Mesmo? (incrédula)

- Esta parte já está...

(logo vi que era falso alarme, e portanto vamos fazer outra vez um fast foward)

- Agora vire-se, ainda falta atrás, mas vai ser mais rápido. Segure aqui por favor, abra, mais, que está quase...  

(e já estou a suar e passa pó de talco e suspiro e transpiro outra vez, GOD!)

- Pronto vamos passar óleo. 

(a minha alma (e corpo) inteira rejubila nesta fase. Juro por deus que oiço coros de anjos na minha cabeça!!!)

 

- Agora axilas! (Ahhhhggghhhh! Eu sabia que não podia durar muito, o êxtase!)

 

Ao fim de mais 15 minutos, lá saio eu, como nova! -  a sentir-me mais leve, mais sexy, mais de bem com a vida e tudo e tudo e tudo, mas... fuck! Quem diz que isto não doi, só pode estar a gozar comigo! Ou então sou mesmo eu que sou muiiiito sensível e mariquinhas...

 

Bem, só mesmo para terminar, há uma afirmação sobre este tema que não me sai da cabeça!... Ainda pensei em zelar pela minha dignidade e manter o meu pudor, mas... como é legível, no texto acima, esses ficaram na marquesa da esteticista! Assim, cá vai: como diz a vlogger Melissa Silva aqui

" Fazer a depilação é como pinar no carro! Ficamos sempre numa posição esquisita, pode ser que nos aleijemos, mas no fim, vale a pena!"

 

PS - Esclarecimento extra e só para que não restem dúvidas... Não tenho a certeza se será assim (nunca me aleijei  :s )...mas de qualquer forma, parece-me uma comparação aceitável! :)

Dilema

Recentemente, ouvi dizer que "a ausência de sentimentos profundos exacerba os sentidos". Nunca tinha pensado muito nisto, até porque moi même se considera uma pessoa de sentidos com sentimento... Talvez numa ou noutra conversa com a minha amiga L. este conceito de libertação de sentimento tenha estado lá... Ela diz que é ótimo porque não há cobranças, nem discussões parasitas, nem amarras... (E entre o amarrar e o agarrar com força, vai uma diferença abismal - as amarras quero-as longe, mas um agarrar forte, aproxima!) Mas eu, não fui feita para preencher vazios com outras coisas que não as que me movem... But then again, entre o agarrar e o amarrar... (Suspiro) Acho que faz parte da feminilidade a que estou sujeita, desde a fecundação que me deu origem, a questão de racionalizar as coisas. Principalmente as que não envolvem sentimentos profundos, pois normalmente quando estão presentes esses sentimentos, aí parece que perco essa capacidade e emburreço. É sou mesmo eu, assim... Mas voltando à exacerbação dos sentidos, tenho discutido muito este assunto e os pontos de vista com que me cruzo estão em opostos distintos do meu. É isto faz-me um bocado de comichão - está tudo doido, ou sou eu que sou estranha? É, se calhar sou só estranha... Bem me parece que é mais uma evidência da minha estranheza... Como a de gostar de dobras interiores! Deve ser isso, só pode! E é a primeira vez que posto via telemovel, portanto, se correr mal, correu!

"Mulheres, já há um momento ideal para deixarem de fumar" - Notícias ao minuto

 Parece que foi efetuado um estudo na Universidade de Pennsylvania, que vem iluminar a minha decisão de deixar de fumar...

 

O "Notícias ao minuto" aprofunda a questão e promete orientar-me nesta minha decisão antiga. O artigo pode ser lido aqui.

 Em suma, o momento ideal para eu deixar de fumar parece ser a segunda fase do meu ciclo menstrual (do 15º ao 28º  dia, contados a partir do primeiro dia de período menstrual)...

 

 

E porquê?

Por dois motivos, dizem...

 

  •  Primeiro: "as regiões do cérebro relacionadas com as boas decisões estão mais ativas e a funcionar na plenitude, o que não acontece na primeira fase".

  •  Segundo: "é  na segunda fase do ciclo menstrual que as hormonas relacionadas com a sensação de recompensa estão mais baixas, o que também não acontece nos primeiros 14 dias e faz com que o tabaco seja visto como algo merecido."

 

Que posso eu dizer sobre isto?

 

Na segunda semana da primeira parte do ciclo, ali, logo a seguir ao término do período menstrual, ocorre um aumento nos níveis de estrogénio, hormona produzida nos ovários que tem um papel importante na proliferação do endométrio, para que possa fixar-se um embrião, caso ocorra fecundação (não entendem? Estivessem mais atentos nas aulas de Ciências de 9º ano, ou de Bilogia, de 12º, ou então pesquisem!). Mas esta não é a sua única função -  Os estrogénios melhoram a qualidade da nossa pele e do nosso cabelo. Além disso, fazem com que fiquemos mais energéticas, e com a ovulação próxima, a líbido aumenta. Durante estes dias, dizem que a excitação é mais fácil e o caminho para o orgasmo, mais curto.

Ora se isto tudo ocorre na primeira fase do ciclo, antes do dia 14, porque carga de água é que o meu cérebro só vai tomar as boas decisões, depois desta fase ter passado? Desculpem, mas sou só eu a ver esta incongruência...Imaginem o cenário: Ali estou eu, com a pele e os cabelos bonitos e cheios de luz, plena de energia e vontade (com as hormonas relacionadas com a sensação de recompensa a bater nos píncaros!), mas espera aí!, não estou no meu melhor momento para tomar decisões, por isso vamos adiar este momento para a segunda fase, quando eu estiver mais extenuada, contudo mais assertiva...!?!?

 

Bem...parece que a vida é mesmo assim... Nem sempre se coadunam as vontades, não é?

E sim, estou na segunda fase do meu ciclo... A tomar decisões acertadas, com mais ou menos emotividade (depende dos dias), mas para já, deixar de fumar, só depois da defesa da minha dissertação de mestrado. Até lá, ainda tenho alguns cigarrinhos com que me intoxicar. A partir daí... vou ter que esperar uns dias, para voltar à segunda fase do ciclo, e depois conto como foi... e, se tiver mesmo de ser, agradeço à Universidade da Pennsylvania e ao Notícias ao minuto!

 

 

Avacalhando

Há algum tempo que ando a matutar nisto... e como me apetece aparvalhar um bocado, vou deitar cá para fora o que ando a ruminar...

 

Quero mesmo falar sobre a música deste anúncio:

 

"Uma vaca feliz, outra vaca feliz, uma ilha de vacas felizes

Andam sempre a passear, têm vista para o mar,

O pasto verdejante é o seu manjar

(...)

Na encosta de um vulcão, bem no meio do oceano

Há vacas com muita sorte, vivem livres todo o ano

Faça chuva ou faça sol, é sempre o mesmo ritual:

Acordam, pastam, afastam as moscas

Tudo muito natural..."

 

Não vou questionar a veracidade desta letra, não vou. Sei lá se as vacas dos Açores são felizes!? Não vou falar sobre os processos de produção animal para consumo humano, nem sobre as supostas vantagens, em termos ambientais, de nos tornarmos todos numa enorme comunidade vegan. Não vou falar sobre isso, porque já há muitas vozes a levantarem-se nesse campo. E eu, não tendo nada contra a liberdade individual de cada um, não jogo nessa equipa. Pelo menos não hoje. Amanhã, nunca se sabe. Por enquanto, não gostando de leite, adoro um bom hamburguer (que saudades do Munchie! ou da Maria Pregaria!, passe a publicidade).

 

A música é engraçada. Fica no ouvido. Mas a letra... ah! a letra é divina! Só tenho uma questão: é mesmo preciso ir aos Açores para ver esta felicidade bovina?

 

É que, do nada, pareceu-me já me ter cruzado com o mesmo espírito num ou noutro programa de TV...

 

 

 E bem, por hoje é só isso. As pessoas podem não gostar de leite e ah, e tal as vacas dos Açores não são felizes e estão a atirar-nos areia para os olhos com esta cantoria que fica no ouvido... Mas esta é uma realidade:

 

As dos Açores até podem não ser felizes, mas há outras que são. Definitivamente!

 

 

A princesa da mamã má.

(foto de: http://yukitori.wordpress.com/2008/09/06/little-miss-sunshine/)

Não, não é a Luciana Abreu depois de uma plástica!
É Uma Miss de 5 anos!

Pois é.... Parece que há mesmo um concurso intitulado Little Miss World!!! E esta menina, chamada Natália Stangherlin, faz madeixas desde os dois anos de idade e usa maquilhagem diariamente... Pede para ir ao cabeleireiro retocar as raízes e recusa-se a sair do carro se não tiver o cabelo arranjado... Entre ela e a mãe existe um código... por exemplo, se a mãe diz "princesa da mamã", a miúda já sabe que tem de encolher a barriga para mais uma foto!! INSANITY!
Ora isto é um atentado à sanidade mental da miúda para o resto da vida... E os pais acham o máximo!
Se calhar, não era nada má idéia inscrever estes pais, e outros como eles, num curso intensivo sobre educação de menores. E dizer-lhes mesmo que a barbie é uma boneca e os pais dela nunca existiram!
Tsssss.................tssssssssssss....... SHAME ON YOU!
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Deixem os garotos correr à vontade, esfolar os joelhos, desgrenhar os cabelos em brincadeiras saudáveis, transpirarem e ficarem com as faces rosadas quando os parámos à hora do lanche!
Eles que aprendam os valores da vida nas amizades que vão criando, no respeito pela natureza que saboreiam. Eles que esqueçam do gloss, da roupa engomadinha, pois isso também terá uma altura própria....
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Fazemo-nos na infância, e como as mães, infância há só uma!


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Prémio "Parece mentira, mas é verdade"

Notícia do dia:
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"Um elemento da PSP do Porto, que se encontra de baixa médica, foi detido por colegas, depois de ter acusado uma taxa de alcoolemia que rondaria os 2,40 gramas de álcool por litro de sangue.
Momentos antes, o agente, de 47 anos, embateu com a sua viatura particular noutro veículo, não parou e foi interceptado pelo condutor lesado. Terá então protagonizado uma grande confusão na Estação de Campanhã, no Porto, tendo alegadamente agredido um jovem que nada tinha a ver com o assunto.
Apesar do acidente, que se limitou aos danos materiais, o agente prosseguiu com a marcha, em direcção a Campanhã. Inconformado, o condutor que viu a sua viatura danificada seguiu no encalço do indivíduo e conseguiu interceptá-lo no Largo da Estação de Campanhã.
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Segundo testemunhas, o elemento policial estava "visivelmente embriagado e completamente descontrolado".(Jornal de Notícias - aqui)

Pois é... o senhor agente bebeu uns copitos a mais, e toca de pôr o carro em marcha para ver se o carrocel que girava na sua cabeça amainava um bocadito. Ao que parece amainou, mas só depois de embater numa outra viatura. E como agora está na moda o 'atropela e foge' o senhor agente da referida notícia (que por acaso até estava de baixa médica) decidiu usar a nuance do 'bate e foge, para ver se me apanhas'... E não é que apanhou mesmo!?!?! Apanhou-o em Campanhã e até lhr trouxe uns colegas para o acompanharem a casa. Ora amigo mais amigo, não podia haver, não é?
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Não é notícia nenhuma que os senhores agentes gostam de emborcar uns tintóis que eu já os topei nalgumas tascas... O que me surpreendeu nesta notícia, é que o referido polícia nem sequer estava de serviço... mas de baixa médica!!!
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Terá sido prescrição médica? Pode ter sido. E, neste caso, será atenuante para o facto de ter abandonado o local do acidente? É bem capaz... Com sorte, o senhor polícia ainda consegue processar o moço que, sem ter nada a ver com o caso, ainda levou no trombil... por se ter atravessado no caminho de um homem doente, dificultando-lhe a passagem...
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Não me admirava muito... No país que temos.


Porque hoje é hoje...


Dia um de Abril, vulgo dia das mentiras...


Entre 1996 e 2006, portanto nos últimos 10 anos, o abandono escolar praticamente não diminuiu em Portugal, pois passou de 40,1% para 40%, enquanto a média comunitária desceu de 21,6% para 17%, ou seja, registou uma redução de 18,2%. Mas ainda mais grave é que o abandono escolar, entre 2005 e 2006, aumentou em Portugal pois passou de 38,6% para 40%, enquanto a média comunitária continuou a descer. Confrontada na Assembleia da República com esta evolução, a ministra da Educação desvalorizou-a, o que mostra a forma como este governo trata a educação.

(http://resistir.info/e_rosa/abandono_escolar.html)


Só para que conste. A Educação vai bem em Portugal, muito obrigada.

Os obituários


Há um assunto que de alguns dias para cá me anda a incomodar um bocado. Não sei se convosco acontece a mesma coisa, mas eu passo a explicar melhor...
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Na minha cidade, há locais específicos para a afixação de obituários, missas de sétimo dia de falecimento e afins. Mas não é isto que me incomoda muito. Até acho bem existir a afixação destas informações para que a comunidade religiosa possa tomar conhecimento e agendar os respectivos compromissos. O que realmente me causa estranheza é a acumulação de gente idosa em frente ao referido placard. De tal forma que se torna, para mim, impossível atravessar aquele troço de passeio e me vejo obrigada a atravessar a rua só para poder ultrapassar o emaranhado de gente que se acumula em frente ao obituário...
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E claro que a minha mente fértil se pôs logo a congeminar hipóteses de pensamentos que atravessarão a mente daquelas pessoas ávidas por este tipo de informações...
Será que apesar de expressarem o habitual "Coitado... Era tão bom homem e já se foi... Que Deus o tenha..." Será que não se congratulam intimamente de ainda cá estarem para ver os colegas partir...?
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Pois eu acho que sim. deve haver algum fragmento de felicidade mórbida na contemplação exaustiva do obituário da cidade... Só pode...
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Desculpem a morbidez do post, mas tinha que desabafar...
Outros virão!

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