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Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Faz-me falta sentir...

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Faz-me falta sentir.

 

Faz-me falta o sobressalto, a antecipação, a descoberta, a excitação... 

No correr dos dias, às vezes adormecemos os sentimentos que nos movem e perdemo-nos no mecanicismo dos quotidianos que se sucedem sem parar, sempre com exigências, sempre com horários a cumprir, sempre com urgências que têm de ser satisfeitas com pressa...

Ontem acordei nesta dormência e disse de mim para mim: 'Pera lá... tu não és assim! Onde está a tua energia e a tua vivacidade ? As tuas loucuras, onde estão?

E então, (it suddenly hits me) tomei consciência de que não voltarei a amar. E não foi uma decisão minha, juro que não foi. Não desta vez. Foi mesmo uma tomada de consciência, o constatar de um facto - o de não conseguir mais ceder a uma entrega. Nem mais uma.

Olhando para dentro de mim, sei isso. Lastimo, mas aceito a abnegação.  E penso nisto com maior profundidade. Não sou a mesma que fui. Ganhei resistências que obstaculizam a proliferaçao dos sentimentos, e isto, deixa-me segura e confiante, mas também triste.

 

Quando era miúda, descia uma rampa, na rua da casa dos meus avós, de carrinho de rolamentos. Às vezes aquilo virava e raspava os joelhos no cimento do passeio. Mas não fazia mal, porque sacudida a poeira e limpos os arranhões, com o que tinha à mão, lá estava eu, resiliente, a puxar o carrinho, subida acima, para poder voltar a sentir a adrenalina de mais uma descida. 

Em adolescente, quando caía de mota, ou mesmo depois de um acidente, mal podia esperar para voltar a conduzí-la. E mesmo quando me diziam para ter calma e eu respondia que estava calma, a ânsia de correr em frente e o sobressalto das emoções gritavam bem alto o meu nome e a calma era uma coisa que eu nem sequer sabia existir...

Já mulher adulta voltei a cair várias vezes, capotei o carro (só uma vez e chegou), apaixonei-me e desapaixonei-me em lágrimas, acreditei que tudo ia dar certo e depois não deu... mas ainda assim mantive a insistência de correr atrás do que me faz feliz, do que me faz sentir viva, do que me aquece por dentro e não me deixa esquecer de quem sou.

As paixões... Ah! As paixões moviam-me como nortadas a sustentar o planar das gaivotas sobre um mar de águas agitadas... E eu era feliz, muitas vezes, e, noutras era infeliz, e revoltada, e extasiada, e miserável, e maravilhada... quero dizer com isto tudo, que havia dentro de mim um turbilhão de sentimentos que me arrebatavam, mas que me faziam viver a minha vida, da forma como sempre vivi: apaixonadamente!

 

Medos?! Não tinha medo de nada? Acreditava que seria sempre vencedora, mesmo que a angústia me derrotasse no final, já tinha ganho no início, pois tinha vivido, mesmo que esperneasse de infelicidade, já tinha sido feliz entretanto. Acreditava que a minha vontade e os meus ideiais iriam impulsionar-me sempre e que seguiria o caminho que eles me indicassem, sempre em velocidade, energia e sagacidade.

 

 Mas ontem acordei dormente e apercebi-me que as últimas quedas impriram em mim uma coisa estranha - algo que está entre a sensatez e o medo da entrega. E é assim que sei que não voltarei a amar. É este medo que me incomoda - pois se nunca fui assim?! - esta necessidade de filtrar o que me permito sentir, e de limitar o que extravasa de mim...

Acho que quando amamos, quando amamos mesmo, incondicionalmente alguém, não há espaço para medos, para reservas, para proteções individuais... porque há algo mágico neste sentimento que nos impulsiona para a entrega... E eu sei que não permitirei mais entregas, e nisto não tenho escolha.

Não estou miserável, nem infeliz. Estou consciente das minhas limitações. 

Não deixei de acreditar no amor. Não. Sei que existe, que é mágico e que tem um poder absurdo. Mas também sei que foi excluído da minha vida.

Sei disso e experimento outro amor mais centrado, mas não menos arrebatador- o de ser mãe das melhores pessoinhas que povoam o meu mundo!

 

Viva a mim!

Porque hoje é hoje

???

E pronto. Aqui está uma imagem de cumplicidade.
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Sim, derreto-me quando cantas para mim. Derreto-me quando me abraças e eu estou distraída a fazer outra coisa qualquer. Derreto-me quando te oiço os planos que tens para nós e como vejo que eles completam os meus.
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Não só hoje, porque fica bem, mas todos os dias... estás a preencher-me!




Parabéns Papá!!!


Fizeste hoje 57 aninhos!!!! Continuas a ser o homem forte que me trazia às cavalitas no regresso da praia de Ofir, que me segurava a mão para adormecer ...
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Ambos crescemos pela vida fora, mudamos, construimos vidas independentes, mas unidas e estás sempre lá, onde e quando preciso. Também és a minha força.

Foste.

(Imagem em: perfect_shine.blogs.sapo.pt/9930.html)

Depois da perda, a habituação à ausência que preenchia os quartos da casa... Depois das lágrimas, dos olhos inchados, da cara vermelha e manchada de maquilhagem borratada... depois da queda... depois do verdadeiro tombo... A ascenção, renovação, a reconstrução, começando de dentro para fora... como tem de ser, para ser verdadeiro.
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Mais forte. Mais senhora de mim. Com promessas de não voltar a cair. De não ceder nunca mais a sentimentos arrebatadores. De não voltar a dar mais do que possa receber. E gritei e fiz juras e promessas, e mordi-me toda e revirei os olhos e esperneei para não as quebrar nem em pensamento...
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E de súbito... Porque voltas? Porque trazes de novo as dúvidas? Como um fantasma que me espreita a vida e me surpreende quando menos espero...
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E agora vais-te ... primeiro porque te disse para ires, e depois porque não soubeste dissipar as minhas dúvidas e mostrar-me o sentido das coisas e, sobretudo... mimar-me. Fazer-me acreditar e voltar a sonhar sem medo da queda...
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Eu sei que nem sempre sou fácil. Mas há traços em mim que não mudam nem vão mudar nunca. Um deles é precisar de me sentir segura, que o chão não me vai desaparecer debaixo dos pés... Só consigo voar se tiver chão. Sou assim e não há nada a fazer. Lamento mais do que tu. Acredito nisto.

Relacionamentos



Sobre relacionamentos entre pessoas do sexo oposto...








Tenho pensado muito nisto... Não sei se devido ao facto de já ser trintona (e repito esta palavra as vezes que posso, para ver se me habituo a ela) e não ter encontrado ainda aquilo mágico sobre o que lemos nos livros entre duas pessoas. Quanto a isto, cheguei a uma conclusão:












Ou sou muito reles, ou sou muito exigente ou então não tenho sorte e pronto!












Claro que a terceira alternativa é a mais fácil de se supôr... Mas será mesmo só e apenas falta de sorte?












Claro que sou exigente e claro que também tenho os meus momentos de mau feitio... Mas tenho o direito de ser exigente, acho eu... Não gosto de pedras no sapato, não gosto de me sentir desconfortável em nenhum tipo de relacionamento, não gosto de ter sempre presente a idéia de não gostar de alguma coisa... Quanto ao mau feitio... eu até me suporto bem...eheheh












Agora mais a sério um bocadinho... (sim, é só um bocadinho!)












Tenho observado alguns tipos de relacionamentos e só a idéia de ter um desses na minha vida acaba por me causar repulsa...








Não quero uma situação de submissão - não sou assim e pronto! Nem do meu lado (credo!) nem do dele (detesto lambe botas)...




Não quero um homem que beije o chão que eu pise e que diga sempre amén comigo e que me trate como uma princesa que não sou.




Não quero um relacionamento de fachada, para ter companhia para os eventos sociais, para que toda a gente olhe e diga - que lindo casal que eles fazem!!!






Não quero uma coisa banal! Quero uma coisa, COISA! Que me arrebate, que me desenhe sorrisos nos lábios mesmo quando a fila de supermercado é monstruosa, que me derreta e me faça explodir. Mas quero também estabilidade, não sei viver sem isso.






Quero risos, sentido de humor e seriedade quando tem que ser.






Quero arrepios na pele e tremuras nos joelhos, mas também quero sentir-me segura.






Não quero amor aos pacotes tipo receita de culinária, nem quero relacionamentos fugazes só pelo facto de não suportar ausências.





Quero... sei lá! O que não quero, sei bem!...

Mais amor na minha vida


This must be underwater love, the way I feel it


Slipping all over me...



Uma das minhas decisões de ano novo, no início de 2007, era trazer mais amor à minha vida. Sob as mais variadas formas. Pôr amor em tudo o que faço, sorrir mais, brincar mais, sentir mais, dar-me mais...



Estamos em Setembro e fazendo um balanço até agora, acho que sim... Acho que tenho mais amor na minha vida. :)



Claro que tinha de escolher esta música líquida porque o seu carácter físico, para além de tocar o superficial, parece que nos invade, contorna, infiltra... e o amor deve ser assim, não é?