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Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Sofro... de urgências!

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Existem várias coisas que me consomem... mas uma tem-me assolado espírito por diversas vezes - não sou de me contentar com frações!

Quero sempre tudo por inteiro!

E os meus agoras são imediatamentes.

E não sei ser de outra maneira.

 

Hoje, num telefonema profissional, alguém me disse do outro lado da linha: "Menina, é segunda feira de manhã e já está a mil?!?" Pois é, a questão é essa, não me importa que seja segunda de manhã, quarta à tarde ou sexta à noite... não consigo diminuir as rotações...

 

Sofro de vontades que precisam de ser satisfeitas, de ânsias de querer realizar tudo, de querer abraçar tudo...

E no meio do meu mundo inteiro, aparece uma metade que me faz questionar... Serei assim tão estranhamente desconectada da realidade?

 

 

A verdade é que gosto de pensar que tenho razão, que só eu é que sei... - Esta é a minha zona de conforto: rodear-me das razões que me atribuo e racionalizo... Ai, como racionalizo! Como tento atribuir sentidos, significados, razões de ser ...! Como gosto de controlar o meu mundo...

 

Sei que não fui sempre assim, que a minha essência é impulsiva, emotiva e sensitiva, mas parece que no caminho para me tornar na mulher que sou, edifiquei barreiras e usei a racionalização como escudo, porque ao contrário do que acontece quando sentimos, quando racionalizamos, não nos magoamos... A razão é sempre um terreno seguro, mas as sensações que experimentamos fora dela são areias movediças, que nos fazem questionar quem somos. Se realmente somos quem somos...

 

 E, contudo... não se vive intensamente na razão, certo?

 

 Sou composta por urgências:

Minhas alegrias são intensas;

Minhas tristezas, absolutas.

Me entupo de ausências,

Me esvazio de excessos.

Eu não caibo no estreito, 

Eu só vivo nos extremos.

Clarice Lispector

 

Não sou mulher de meio copo. Se não está cheio: não o quero. Se não está cheio: nem sequer é um copo. Antes não beber do que beber apenas o possível. O possível que se dane. O possível é demasiado fácil para me arrebatar.

PCF

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