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Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Dia da Pré-defesa da Dissertação... " o drama, o horror..."

Só para dizer que é já amanhã! 

AMANHÃ!?!??! (Oh! God!!!)

 

Espero não "panicar" mas sei que as borboletas vão enlouquecer no meu estômago. Também não esperaria outra coisa... Acho que já me habituei a elas e elas a mim. De uma certa forma, sentí-las faz-me sentir viva e é bom que estejam lá porque num paradoxo estranho, elas acalmam-me ao relembrarem-me do que sou feita. 

 

E pronto, Por hoje, é só mesmo isto. Deixo aqui um tesourinho que me acompanha nesta luta!

 

 

Se amanhã estiver viva, depois do tormento e dos festejos, passo cá outra vez!

 

I wanna sing, I wanna shout
I wanna scream 'til the words dry out
So put it in all of the papers,
I'm not afraid
They can read all about it
Read all about it

 

"Mulheres, já há um momento ideal para deixarem de fumar" - Notícias ao minuto

 Parece que foi efetuado um estudo na Universidade de Pennsylvania, que vem iluminar a minha decisão de deixar de fumar...

 

O "Notícias ao minuto" aprofunda a questão e promete orientar-me nesta minha decisão antiga. O artigo pode ser lido aqui.

 Em suma, o momento ideal para eu deixar de fumar parece ser a segunda fase do meu ciclo menstrual (do 15º ao 28º  dia, contados a partir do primeiro dia de período menstrual)...

 

 

E porquê?

Por dois motivos, dizem...

 

  •  Primeiro: "as regiões do cérebro relacionadas com as boas decisões estão mais ativas e a funcionar na plenitude, o que não acontece na primeira fase".

  •  Segundo: "é  na segunda fase do ciclo menstrual que as hormonas relacionadas com a sensação de recompensa estão mais baixas, o que também não acontece nos primeiros 14 dias e faz com que o tabaco seja visto como algo merecido."

 

Que posso eu dizer sobre isto?

 

Na segunda semana da primeira parte do ciclo, ali, logo a seguir ao término do período menstrual, ocorre um aumento nos níveis de estrogénio, hormona produzida nos ovários que tem um papel importante na proliferação do endométrio, para que possa fixar-se um embrião, caso ocorra fecundação (não entendem? Estivessem mais atentos nas aulas de Ciências de 9º ano, ou de Bilogia, de 12º, ou então pesquisem!). Mas esta não é a sua única função -  Os estrogénios melhoram a qualidade da nossa pele e do nosso cabelo. Além disso, fazem com que fiquemos mais energéticas, e com a ovulação próxima, a líbido aumenta. Durante estes dias, dizem que a excitação é mais fácil e o caminho para o orgasmo, mais curto.

Ora se isto tudo ocorre na primeira fase do ciclo, antes do dia 14, porque carga de água é que o meu cérebro só vai tomar as boas decisões, depois desta fase ter passado? Desculpem, mas sou só eu a ver esta incongruência...Imaginem o cenário: Ali estou eu, com a pele e os cabelos bonitos e cheios de luz, plena de energia e vontade (com as hormonas relacionadas com a sensação de recompensa a bater nos píncaros!), mas espera aí!, não estou no meu melhor momento para tomar decisões, por isso vamos adiar este momento para a segunda fase, quando eu estiver mais extenuada, contudo mais assertiva...!?!?

 

Bem...parece que a vida é mesmo assim... Nem sempre se coadunam as vontades, não é?

E sim, estou na segunda fase do meu ciclo... A tomar decisões acertadas, com mais ou menos emotividade (depende dos dias), mas para já, deixar de fumar, só depois da defesa da minha dissertação de mestrado. Até lá, ainda tenho alguns cigarrinhos com que me intoxicar. A partir daí... vou ter que esperar uns dias, para voltar à segunda fase do ciclo, e depois conto como foi... e, se tiver mesmo de ser, agradeço à Universidade da Pennsylvania e ao Notícias ao minuto!

 

 

Lost in translation

 

 

 

Fui ao outro lado do mundo e voltei por caminhos diferentes...

 

 

E no regresso, por pouco não me cruzei com as mesmas caras, os mesmos abraços, os mesmos sorrisos...

 

 

 

 

Às vezes, a minha vida sacode-me, arrebata-me e eu surpreendo-me!

Às vezes, olho para trás e tenho para mim que houve fragmentos do meu passado que me seguiram, não de muito longe, mas a uma distância segura, para que nem sempre me apercebesse deles... E nao falo daqueles fragmentos que ficaram gravados em mim, que se acomodaram endossimbioticamente na pessoa que vou sendo.. 

Fragmentos de outras vidas cujos caminhos passaram e tocaram os meus com graus variados de intensidade, mas que a distância, medida em anos, não retirou um centímetro de proximidade.

Esta vida é curiosa! Como uma tela que colorimos entre as escolhas conscientes e os acasos...e se atentarmos bem nela, se prestarmos mesmo, mas mesmo muita atenção, quase conseguimos descobrir um ressalto, uma dobra onde se deve esconder o destino...

O destino?! Nunca gostei muito de acreditar nele... E sempre receei que pudesse ser verdade, que ele viesse um dia e que provocasse uma agitação nos planos que tinha cuidadosamente delineado para mim. Como se fosse uma personagem estranha que se apropriasse do meu caderno de rascunhos e o rasurasse a vermelho, fazendo uma espécie de correção aos meus planos, às minhas escolhas, à minha vida... Quem me conhece, sabe que gosto de ter sempre razão e de dominar a minha vida. Não sou obcecada com o controlo... também gosto de ter espaço para me perder, para permitir um acesso de loucura e descontrolo, mas até isso, só quando eu quero e permito. Por isso estranho, encontrar sentido no destino, quando olho para trás e vejo que existem reflexos que não se dissiparam no tempo.

 

A minha mãe acredita que trazemos raízes de outras vidas, quando chegamos a esta. E que as pessoas, com quem nos cruzamos nesta vida, têm em si uma história implícita e indelével, como nós temos. E que é esta história que vincula as almas. Mas a minha mãe é uma romântica emotiva e otimista que acredita que o universo se encarrega de nos orientar no caminho da felicidade...Eu nunca dei muito crédito a esta forma de ver as coisas, e sempre gostei mais da ideia de ser eu a conquistar a minha felicidade, a trilhar os meus caminhos, a traçar o meu caminho no mapa e a percorrê-lo quando quero e como quero...

Mas de facto, às vezes a vida surpreende-me e parece-me, num relance, ter apanhado o destino a querer tocar na minha vida. Que fazes tu aqui? - e agito a mão, como se o sacudisse deste momento. 

 

 

 Mas sabe bem encontrar conforto e autenticidade nos lugares que visitei e nas pessoas que,

não estando lá todo o caminho,

estiveram sempre

presentes.

 

 

 

Lost in Translation - Fica a sugestão para este fim de semana.

 

 

Closer to the edge

 

CLOSER TO THE EDGE - 30 Seconds to Mars

I don't remember one moment I tried to forget
I lost myself yet I'm better not sad
Now I'm closer to the edge

It was a a thousand to one and a million to two
Time to go down in flames and I'm taking you
Closer to the edge

No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe we'll meet again
No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe we'll meet again
No, no, no, no

Can you imagine a time when the truth ran free
A birth of a song, a death of a dream
Closer to the edge
This never ending story, paid for with pride and faith
We all fall short of glory, lost in ourself

No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe we'll meet again
No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe we'll meet again
No, no, no, no

No, no, no, no
I will never forget
No, no
I will never regret
No, no
I will live my life
No, no, no, no
I will never forget
No, no
I will never regret
No, no
I will live my life

...

 

Hoje tocou esta música na rádio, no regresso a casa. E esta  também sou eu. 

Entre o 'What if?' e o 'Whatever...'

 

 De repente, o burburinho cessa na minha vida. Há uma pausa que me coloca em suspenso, em silêncio, numa inspiração que se sustém indeterminadamente, e aí eu sei. Sei que é tempo de me ouvir de novo, antes da exalação que permanece adiada, enlaçada num nó na garganta.

 

E lembro a historinha da mosca pousada no quadro - aquela que diz que a mosca pousada na tela só perceciona um fragmento, um borrão de tinta, mas ao afastar-se, voando para longe da tela, consegue apreender o seu significado...

 

 

De facto, penso, a distância clarifica a perceção.

 

And then it hits me - What if?

 

 E se? E se me enganei nalguma curva da vida?

É certo que cada vez que aceitamos um caminho, renunciamos outros. E não há retorno. É a magia da múltipla escolha e do livre arbitrío.

  

But then again... 

 

Reflito: Sempre segui as minhas convicções. Corri atrás do que achei valer a pena. Sempre. Bati o pé e estaquei obstinada, de cada vez que não via caminho em frente.Sempre. Movi-me pela vida regida pela minha força e crença. E no limite, não me desacreditei de nada.

 

E então sei. Não me enganei no caminho. Estou precisamente onde devo estar, porque foi este o caminho que escolhi de forma livre e isenta. Foi este percurso que fez de mim o que sou hoje. 

Se poderia ter sido mais feliz? Talvez. Mas não seria a mesma.

 

And then, it hits me again - Whatever!

 

E exalo de rompante, como se a minha vida inteira se dissipasse num sopro forte e contínuo. O peito, vazio e a arder, exaspera-se por nova inspiração. E então sei. Há um ciclo. Não é um círculo redundante. Mas um ciclo. Ascendente e retumbante. E nesta retumbância regressa a cadência, e afina-se a constância do burburinho... que, cansado da suspensão, volta a afirmar-se inquebrantável na minha convicção de voltar a reger-me pelas minhas leis.

 

 Mercy will we overcome this...

Avacalhando

Há algum tempo que ando a matutar nisto... e como me apetece aparvalhar um bocado, vou deitar cá para fora o que ando a ruminar...

 

Quero mesmo falar sobre a música deste anúncio:

 

"Uma vaca feliz, outra vaca feliz, uma ilha de vacas felizes

Andam sempre a passear, têm vista para o mar,

O pasto verdejante é o seu manjar

(...)

Na encosta de um vulcão, bem no meio do oceano

Há vacas com muita sorte, vivem livres todo o ano

Faça chuva ou faça sol, é sempre o mesmo ritual:

Acordam, pastam, afastam as moscas

Tudo muito natural..."

 

Não vou questionar a veracidade desta letra, não vou. Sei lá se as vacas dos Açores são felizes!? Não vou falar sobre os processos de produção animal para consumo humano, nem sobre as supostas vantagens, em termos ambientais, de nos tornarmos todos numa enorme comunidade vegan. Não vou falar sobre isso, porque já há muitas vozes a levantarem-se nesse campo. E eu, não tendo nada contra a liberdade individual de cada um, não jogo nessa equipa. Pelo menos não hoje. Amanhã, nunca se sabe. Por enquanto, não gostando de leite, adoro um bom hamburguer (que saudades do Munchie! ou da Maria Pregaria!, passe a publicidade).

 

A música é engraçada. Fica no ouvido. Mas a letra... ah! a letra é divina! Só tenho uma questão: é mesmo preciso ir aos Açores para ver esta felicidade bovina?

 

É que, do nada, pareceu-me já me ter cruzado com o mesmo espírito num ou noutro programa de TV...

 

 

 E bem, por hoje é só isso. As pessoas podem não gostar de leite e ah, e tal as vacas dos Açores não são felizes e estão a atirar-nos areia para os olhos com esta cantoria que fica no ouvido... Mas esta é uma realidade:

 

As dos Açores até podem não ser felizes, mas há outras que são. Definitivamente!

 

 

Feliz?

Se estou feliz? 

 

 

Esta questão tem sido recorrente nos últimos dias. A resposta tem sido "Sim, estou". Mas a realidade é que estou a ficar feliz.

 

Há momentos em que a felicidade aparece de rompante, como quando um raio de sol irrompe pela bruma do nevoeiro matinal. Um sorriso, uma piada, um elogio...um detalhe qualquer inesperado que nos alegra o momento e nos faz ficar felizes naquele momento fugaz... que dura uns segundos, ou uns minutos, conforme a intensidade do estímulo incial, mas que depois se desfaz no compasso do dia...

 

 

Mas a felicidade que perdura no tempo, essa constrói-se... Não se fica feliz, assim, do nada! É-se feliz e pronto! Acho que é esta a curiosa a diferença subtil que se esconde entre o "estar feliz" e o "ser feliz".

 

Estou a ficar feliz numa viagem de regresso às origens do que sou, num retorno a um estado de ser feliz, porque não consigo viver de outra forma que não nesta busca de estar bem comigo e de contagiar quem vibra comigo neste mesmo comprimento de onda.

 

Acho que esta é uma das minhas forças.

 

In times like these
In times like those
What will be will be
And so it goes
And it always goes on and on...
On and on it goes

Não voltei!

Passaram mil anos desde os posts anteriores, mas uma coisa sei:

 

Não estou de volta!

 

Não poderia voltar porque não sou a mesma. Cresci, agigantei-me, voei, parti as asas, caí, rastejei, levantei-me, corri, ganhei fôlego e velocidade  e voltei a crescer e a agigantar-me e a voar de novo - vezes sem conta. Acho que a vida é mesmo assim e estas sucessões de rewinds e fast fowards constroem aquilo que vamos sendo. 

 

Hoje sou eu. E carrego em mim a sabedoria de todas as aprendizagens que fiz e a força do amor que nasceu de mim.

 

Não é um re-start. É um loop aberto, que interage com o meio envolvente. O prolongamento da vida, a continuidade do que vamos sendo. A ser celebrado sempre. Vamos brindar a isso.

 

 

Fixing up a car to drive in it again
Searching for the water, hoping for the rain
Up and up, up and up
Down upon the canvas, working meal to meal
Waiting for a chance to pick your orange field
Up and up, up and up