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Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Faltam cores, neste jardim...

(imagem: Parque das Taipas, Guimarães, em Novembro de 2007)
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As folhas que se quebram debaixo dos meus pés em murmúrios secos são a minha única companhia aqui. Faltam os risos das crianças que transbordavam de vida este espaço. O frio recolheu-as noutras lições, com os pézinhos arrumados debaixo de carteiras de escola em desalinho.
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De repente, tudo ficou mais claro e mais frio...mais limpo, sem as tonalidades que à força queria pincelar em tudo, ao mesmo tempo.
As emoções têm destas coisas - não me deixam ver o mundo com a nitidez que a mente precisa.
As emoções têm destas coisas... geram-se a si próprias em sequências estranhas e nem sempre entendo a sua cadência.
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«tubini e tempeste, io cavalchero'»

À tarde, no parque

É esta imagem que me recebe à entrada do parque... Veêm os braços abertos de vida?
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E mais... o ar gelado e húmido invade-me os pulmões. Respiro-o, digo-lhe baixinho- entra e acomoda-te... Quero prolongar este momento para lá de todas as expirações.
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Tiro a foto e sei - Tenho um bocado de paz comigo.
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E sabe bem regressar a casa assim. Trago vida na minha máquina e um sorriso nos lábios. Resta-me pedalar a subida à minha frente, mas tudo parece muito mais leve, agora.

Tenho um castelo...

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."
Fernando Pessoa


Tenho um castelo. É meu.
Guardo-o dentro de mim, ou ele a mim, dentro dele, às vezes.
Neste castelo, que é meu, não há nem príncipes, nem princesas, nem dragões... é um castelo de emoções.
E é tão forte e tão altivo que guarda mares de lágrimas dentro. Turbilhões de porquês e de revoltas, risos de crianças e saltos de contentamento. Guarda tudo dentro de muralhas envelhecidas, mas não gastas. Solidamente construídas à custa de muita entrega a isto que vou sendo.
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Tenho um castelo que é meu. É forte e imponente.
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Mas basta às vezes um olhar para que se desfaça numa névoa de água e sal.
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O burro, sou eu?!


Professores de Educação Especial levam governo a tribunal





"Dezenas de professores accionaram processos para tentarem resolver nos tribunais as suas colocações ou exclusões do grupo 910 da Educação Especial, confirmou, ontem ao JN, o secretário-geral da Fenprof. Uns por pertencerem a outras áreas de formação - como a agro-pecuária ou electrotecnia - e não terem preparação para dar aulas a alunos deficientes nem terem concorrido para essas vagas. Outros, por terem sido excluídos da lista de candidatos, apesar de terem formação mas não cinco anos de experiência como a lei exige." Jornal de Notícias




Quanto a isto, resta apenas uma pergunta... E este grande senhor, soube colocá-la!!! Parabéns Scolari! (imagem de: http://www.sergeicartoons.com/Caricaturas/desporto/Luiz-felipe-scolari.htm)

" E o burro sou eu?!?

O ruim, sou eu?! Eehhh!"

(Scolari)