Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Relacionamentos



Sobre relacionamentos entre pessoas do sexo oposto...








Tenho pensado muito nisto... Não sei se devido ao facto de já ser trintona (e repito esta palavra as vezes que posso, para ver se me habituo a ela) e não ter encontrado ainda aquilo mágico sobre o que lemos nos livros entre duas pessoas. Quanto a isto, cheguei a uma conclusão:












Ou sou muito reles, ou sou muito exigente ou então não tenho sorte e pronto!












Claro que a terceira alternativa é a mais fácil de se supôr... Mas será mesmo só e apenas falta de sorte?












Claro que sou exigente e claro que também tenho os meus momentos de mau feitio... Mas tenho o direito de ser exigente, acho eu... Não gosto de pedras no sapato, não gosto de me sentir desconfortável em nenhum tipo de relacionamento, não gosto de ter sempre presente a idéia de não gostar de alguma coisa... Quanto ao mau feitio... eu até me suporto bem...eheheh












Agora mais a sério um bocadinho... (sim, é só um bocadinho!)












Tenho observado alguns tipos de relacionamentos e só a idéia de ter um desses na minha vida acaba por me causar repulsa...








Não quero uma situação de submissão - não sou assim e pronto! Nem do meu lado (credo!) nem do dele (detesto lambe botas)...




Não quero um homem que beije o chão que eu pise e que diga sempre amén comigo e que me trate como uma princesa que não sou.




Não quero um relacionamento de fachada, para ter companhia para os eventos sociais, para que toda a gente olhe e diga - que lindo casal que eles fazem!!!






Não quero uma coisa banal! Quero uma coisa, COISA! Que me arrebate, que me desenhe sorrisos nos lábios mesmo quando a fila de supermercado é monstruosa, que me derreta e me faça explodir. Mas quero também estabilidade, não sei viver sem isso.






Quero risos, sentido de humor e seriedade quando tem que ser.






Quero arrepios na pele e tremuras nos joelhos, mas também quero sentir-me segura.






Não quero amor aos pacotes tipo receita de culinária, nem quero relacionamentos fugazes só pelo facto de não suportar ausências.





Quero... sei lá! O que não quero, sei bem!...

Suzanne Vega Live 1986 - Small Blue Thing

Today I am
A small blue thing
Like a marble
Or an eye


With my knees against my mouth
I am perfectly round
I am watching you


I am cold against your skin
You are perfectly reflected
I am lost inside your pocket
I am lost against
Your fingers


I am falling down the stairs
I am skipping on the sidewalk
I am thrown against the sky


I am raining down in pieces
I am scattering like light
Scattering like light
Scattering like light


Today I am
A small blue thing
Made of china
Made of glass


I am cool and smooth and curious
I never blink
I am turning in your hand
Turning in your hand
Small blue thing


Esta é daquelas que me arrepia e hoje apeteceu-me arrepiar! :)

Fico feliz - Uma histórinha

Hoje ainda tive tempo de dar uma volta a uns papéis que tinha cá por casa e encontrei uma historinha... Trouxe-me à memória vivências intensas dos meus tempos de Universidade. Bons tempos!
Cá está ela!
Fico Feliz...’

- Fico feliz por estares feliz. - Lembro-me de te ouvir, e lembro-me ainda de ver tristeza no teu olhar...

- Mas devias estar feliz por TI, estar feliz só por estares feliz. – Pensei enquanto sorria sem sequer saber porque sorria... talvez fosse o reflexo daquela sensação nova que me preenchia, a sensação de abraçar uma outra vida. Contudo o meu cérebro recusava-se a aceitar facilmente aquela frase e propunha-se já a divagar sobre ela...

- Fico feliz por estares assim... feliz! – Repetias-te e interrompias-me a linha de pensamento que havias desencadeado, momentos antes, sem que te apercebesses do emaranhado de ideias que me ressurgia à mente naquele instante.
Havia tristeza no teu olhar e não, definitivamente não estavas feliz. Pela simples razão de que ninguém nunca se contenta com a felicidade de outrem. E principalmente com a felicidade daqueles que ama...

- Amavas-me?


... ou julga amar em determinado instante.

- Sim, amavas-me naquele momento frágil suspenso entre nós, como se se inventasse e não existisse realmente... Também eu te havia amado noutros fugazes momentos. Como quando te amei num olhar que me tocou a alma numa praia deserta despida de corpos. Amei-te aí, e eras só olhos que me levavam para o infinito de sítio nenhum. Amei-te outra vez enquanto adormecia na curva do teu ombro e brincavas com o meu cabelo. Eras só mãos e eu amei-te nesse instante como em tantos outros que se seguiram e como noutros não te amava nem um pouquinho e como noutros chegava a odiar-te...


Não cabe nos limites daquilo que, sinceramente achamos concebível, que alguém possa ser feliz sem que encontre lugar na sua vida para nos receber. Somos assim porque somos humanos e no entanto este sentimento egoísta é destilado em segredo porque não admitimos, sequer perante nós, que a felicidade de alguém longe da nossa nos dói e incomoda. Como uma pedra no sapato que adiamos remover porque acabamos por acomodar-nos àquele incómodo. Porque a dor espicaça a sentirmo-nos vivos. E esta raiva toma um peso maior quando o dono de tamanha felicidade é também o dono de nós, de nossa vida, nosso amor...

E surge assim a agressividade surreal camuflada em frases coerentes cuja coerência não resiste à dissecação mental que exerço agora. É aqui que o amor também toca o ódio.

- Ei Mara! Estás a ouvir-me? Em que é que estás a pensar? – Ouvir o meu nome da tua boca despertou-me, não me lembrava já de quando tinha sido a ultima vez que o tinhas dito...

- Nada, estava só a pensar...
- A pensar...como sempre no teu mundo de divagações... Nunca me ouve, nunca me ouviste!
- Estava a ouvir-te... João, não sejas assim... Só que estava a pensar que já há muito tempo que não conversávamos, como duas pessoas civilizadas, sem gritos... – Mas tinhas razão, não tinha ouvido uma palavra do que tinhas dito.

Toca o ódio...

Quando começamos a exigir mais do que a felicidade de quem nos faz feliz com a sua presença. Quando começamos a exigir a presença, a participação da sua vida na nossa vida, até que a tornamos na nossa própria vida... é aqui. Que o amor toca o ódio.
Mata-se o belo que poderia nascer porque se confundem os papéis, se confundem as histórias da Minha vida e da Tua vida e de qualquer coisa que poderia ter sido a nossa vida mas não foi. Porque somos humanos e porque confundimos tudo numa imensa baralhação a que chamamos vida, amor, felicidade, ou outra coisa qualquer que nos passe pela cabeça nesse instante...

- MARA!
- Diz...
- Digo o quê, não me ouves, como nunca me ouviste... Odeio-te! E amo-te...

E beijaste-me com uma brutalidade de que não te achava capaz. E desapareceste. Nunca mais te vi, mas sei que não, definitivamente não ficaste feliz...

Mais sobre mim

Quantas laranjas?

Que horas são?

Calendário

Outubro 2007

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031

Quantas agora?