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Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Mais amor na minha vida


This must be underwater love, the way I feel it


Slipping all over me...



Uma das minhas decisões de ano novo, no início de 2007, era trazer mais amor à minha vida. Sob as mais variadas formas. Pôr amor em tudo o que faço, sorrir mais, brincar mais, sentir mais, dar-me mais...



Estamos em Setembro e fazendo um balanço até agora, acho que sim... Acho que tenho mais amor na minha vida. :)



Claro que tinha de escolher esta música líquida porque o seu carácter físico, para além de tocar o superficial, parece que nos invade, contorna, infiltra... e o amor deve ser assim, não é?


Enquanto houver estrada para andar, eu vou.


"Enquanto houver estrada pr'a andar, a gente não vai parar,

Enquanto houver ventos e mares, a gente vai continuar, enquanto houver ventos e mares..."

E é sempre a mesma estranha sensação, a de sentir que deixo algo em cada estação. Como quem vai de férias prolongadas e sente, a meio do caminho, uma súbita vontade de voltar atrás para ver se trancou a porta... Por mais que viaje, esta sensação volta sempre com um ligeiro gosto de familiaridade, de quem se afirma num tom irónico: Ainda estou aqui, lembras-te? E toca-me e persegue-me mesmo sem que eu lhe preste atenção, parece querer dizer-me: Falta-te ainda algo importantíssimo, espera...

Talvez seja a maneira que o meu subconsciente encontrou para me falar, após demasiadas tentativas da consciência que eu ignorei...Talvez seja a sua maneira de me dizer que me falta ainda encontrar uma parte de mim, que terei perdido um dia não sei bem onde nem quando... Talvez seja a sua maneira de me mostrar que as renúncias que faço à vida são as mesmas que faço a mim mesma.

Uma vez alguém me disse:

- Tens um esgar enlouquecido nos olhos com que olhas todos e não olhas ninguém... É próprio das pessoas que fogem de si mesmas, temendo até encontrar-se no reflexo do olhar de um desconhecido, como eu! Foges de ti mas ainda não te apercebeste de que é uma corrida à toa, desgastas-te e consomes esse fogo que nasce e morre em ti numa corrida louca como se fugisses da tua sombra... E só na escuridão completa é que deixas de sentir a sombra e é para lá que te diriges, mas enganas-te como só os insanos conseguem enganar-se...Quando lá chegares, se lá chegares tudo o resto será a tua sombra e não saberás disso porque não terás um mínimo de luz para te aperceberes dos contornos.. Pensarás que venceste, mas estarás a morrer para o mundo...

- E como sabes tu o que posso sentir? Como sabes do que fujo, e como sabes para onde fujo?

- Porque me reconheço nesse olhar que carregas como um fardo...Fugi de mim muito tempo, mas na verdade nunca na minha vida me encontrei...

Voltei os olhos um só instante, porque me magoam os olhares íntimos das pessoas com quem me cruzo e quando me virei para o encarar com outra pergunta encontrei apenas o espaço à minha volta, que de tão vazio parecia a eternidade de um final eminente... Um aperto no peito e um nó na barriga aturdiam-me qualquer vontade em mover um só músculo que fosse, e fiquei ali imóvel tentando pensar no que se estava a passar comigo e com o mundo...

Não vale a pena fugir de mim e do que sinto. Não vale. É uma incongruência. Já sei. Já aprendi esta lição. Agora, o próximo combóio não vai ser de fuga, mas de encontro.

Quero ser melhor e mais forte




Hoje comecei a ler um livro de que toda a gente fala - O segredo de Rhonda Byrne. Ainda não me posso alongar muito sobre este assunto porque ainda só li meia dúzia de páginas. É diferente e parece soar àqueles livros de auto-ajuda ou de auto-conhecimento, mas vou ler até ao fim.



Fala da lei da atracção que assenta no princípio de que atraímos para a nossa vida tudo o que idealizamos na nossa mente, por isso, não se admirem se daqui a pouco eu tiver ganho o euromilhões e estiver a actualizar este blogue algures nas Caraíbas ou no Tibete, ou, quem sabe, em Marte...eheheh



Agora, o lado mais sério da coisa. Eu acredito que temos mais força do que acreditamos ter. Acredito que somos mais do que carne e osso, que emanamos energias que se propagam nos espaços que frequentamos e que interagem com as energias das pessoas com que convivemos. Eu acredito que podemos realmente mover montanhas, realizar um sonho vincado contra todas as evidências. Acredito nessa força interior capaz de transcender o fisicamente possível.



Acredito nisto tudo e tenho tido algum tempo para pensar nestas coisas... O mais difícil de tudo é conhecermo-nos e termos tempo para analisar com algum detalhe as nossas fraquezas. Conseguir identificá-las e percebermos o papel que desempenham na pessoa em que nos estamos a tornar. Porque todas as nossas vivências, as pessoas com quem contactamos, as situações mais delicadas por que passamos, tudo acaba por pesar na construção da nossa identidade.



Queria, às vezes, ter uma varinha de condão que conseguisse identificar e reduzir a cinzas todas as minhas fraquezas e deixar brilhar as minhas forças. Queria reduzir a nada todos os pensamentos negativistas e polvilhar a minha mente de metas que saberia serem certas independentemente do tempo que demorasse a atingi-las. Queria nunca duvidar dos sonhos que tenho.



Quero ser melhor e mais forte. :)

E, tenho a certeza, que esta convicção acabará sempre, de uma forma ou de outra, por atrair aquilo que idealizo.

Romantismos e emotivismos

Perguntaram-me há pouco tempo se sou romântica. Fiquei a pensar nisto... e ... não sei bem se sou ou não. Melhor, acho que sou mas não no sentido tradicional da coisa.

Não sou muito de jantares à luz de velas ou de me sentar ao luar ou de ficar a contemplar o pôr do sol...isso faz-me lembrar a minha mãe! ehehee Ela sim, é assim. Mas é-o sinceramente. Está intrínseco na sua forma de ser e de estar. Eu não. Também não gosto de clichés. Gosto de fazer as coisas porque as sinto no momento. Sou impulsiva e não premeditada!

Mas gosto de coisas que me toquem, que me arrepiem e mais ... tenho uma necessidade extrema de sentir que toco e que arrepio. Acredito que às vezes no vaivém espacial em que parece que o nosso quotidiano se transforma, seja difícil encontrar estes momentos em que um toque que arrepia nos surpreende... É aí que eu acho que sou romântica - Às vezes basta uma pergunta pessoal olhos nos olhos, basta um segurar a mão durante mais tempo do que o que era suposto ou necessário, basta passar a mão pelos cabelos e dizer vai correr tudo bem porque eu estou aqui. Ou basta, como alguém me disse também, partilhar um batido do macdolnald's com duas palhinhas - isto confesso que nunca fiz!

Mas acho que romantismo é uma palavras estranha que nos remete para outras épocas e outras formas de pensar e outras formas de estar. Chamaria-lhe hoje emotivismo, à minha forma de extrapolar emoções e fazê-las superar a flor da pele...

Dito isto ainda não me decidi se sou romãntica ou não... outro dia falarei sobre isto! :)

***

Hipermercados abertos ao domingo?

Um estudo recente da Universidade Católica revela que 70% dos portugueses quer a abertura dos Hipermercados ao domingo - notícia de telejornal...
E eu fiquei a pensar nisto - Acho bem! Pensei... Assim já posso dar largas ao meu espírito consumista de última hora se num domingo à tarde me apetecer algo de estranho que esteja em falta no meu frigorífico... E depois pensei melhor... Credo! Deus me livre e guarde de me enfiar num domingo à tarde, num hipermercado....
Não tenho nada contra as famílias atulhadas de filhos nos carros que se passeiam nas nossas vias rápidas... Nem tão pouco contra os casalinhos de namorados que não se desgrudam e nos fazem espalmar contra as montras dos corredores dos shoppings para não interrompermos o beijo bem salivado que não pode esperar... E também não tenho nada contra as pessoas da periferia que descem à cidade ou se deslocam às praias nesses belos domingos e se passeiam, aturdindo de barulho a calmaria... Não tenho nada contra, mas não pertenço a esse filme.
E então voltei a repensar - Abram lá os hipermercados e pode ser que libertem de novo as praias e descongestionem as nossas estradas.
Eu já assinei a petição.

Ser trintona e ter um cão.


Hoje pensava nessa geração dos trinta anos à qual pertenço. Não naqueles que estão bem ou mal casados, não nos que vivem em casa dos pais da qual só sairão arrastados para o altar...

Hoje pensava na minha condição de mulher independente. Nas minhas forças e nas minhas fraquezas... É muito bom ter o privilégio da liberdade de termos um espaço só nosso, de podermos fazer as refeições que queremos e como queremos, de podermos dormir ocupando a cama toda, de não termos que baixar o tampo da sanita cada vez que a queremos utilizar... É muito bom podermos sair sem justificar, chegar a casa tarde e adormecer feliz, ou chegar a casa triste e dormir amuada sem ninguém com perguntas que não queremos responder...

Mas não há bela sem senão, não é? E às vezes, só às vezes... Acabo sempre por sentir que falta algo, que o silêncio me sufoca e então lá ponho as minhas músicas que me fazem feliz - às vezes canto e danço e às vezes nem as oiço escuto sequer, apesar de continuarem a tocar. Às vezes sinto falta de dizer bom diiia! quando chego a casa e de ter alguém que escute as conversas tolas que tenho comigo.

Então numa destas vezes, decidi-me - Vou ter um cão! E foi assim que apareceu o Life na minha vida. É um cachorro de 2 meses, quase a fazer 3 que fui buscar ao canil numa sexta à tarde. Anima-me e atura-me. Abana o rabo e salta quando chego a casa. Arrebita as orelhas e entorta a cabeça quando me escuta, como se me estivesse a perceber. Acho que às vezes até me percebe... Preenche mais o meu espaço e o meu tempo. Gosto de o ter cá.

Mas há dias, como o de hoje em que me passo completamente ... Dias em que ele me destrói a casa como se estivesse possuído e eu penso - Que fiz eu a deus para merecer isto?!?

Depois conto até dez e e acalmo-me enquanto penso devagarinho por onde hei-de eu começar a arrumar o caos que se instalou. Roeu-me as cortinas, destruiu-me um vaso e um canteiro lá fora, para não falar nas calças que desfez... enfim tudo o que apanha!

E lá tento eu ver as coisas pelo lado positivo - bem pelo menos assim vais desenvolvendo a paciência...ou não!

O princípio...



«So I just want to be a woman,




For this is the beginning of forever and ever,


Its time to move over now,


(So I want to be)» - Portishead, Glory box



O princípio é sempre bom. A sensação de começar de novo. De podermos construir. De termos capacidade de criar algo que saia do habitual correr dos dias. Isto sim, sabe bem... Faz lembrar o cheiro a novo que tinham os livros e os cadernos da escola no início de cada ano lectivo. Faz-me lembrar de como gostava de os folhear e pensar nas cores, nas frases, nas piadas e rabiscos que constariam neles no final do ano. Nos desabafos, nas aventuras, nos desafios que sabia que me esperariam, como me esperavam sempre, todos os anos...


Afinal, pouco mudei...


Ainda cheiro os livros antes de os ler.


Ainda antecedo as vitórias e questiono-me se haverão derrotas...


Porque há qualquer coisa de mágico nos inícios de tudo, que nos faz sentir fortes, capazes de devorar o mundo num arremesso de vontade.


Hoje estou assim. Cheia de vontade de iniciar algo. Forte. Sou eu.

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