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Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Sobre a manifestação dos taxistas...

Hoje os taxistas "manifestaram-se" / "protestaram" contra a Uber...

Considero o aparecimento destas plataformas de transporte (como a Uber)  uma consequência da evolução tecnológica e social, a que temos o privilégio de assistir nesta era. Penso que trazem competitividade e melhoria ao serviço de transportes. No entanto, os vazios legais que possam beneficiar estas plataformas, em detrimento dos taxistas, têm de ser preenchidos e as injustiças que possam existir devem ser eliminadas. Mas isto sou só eu.

 

Os protestos de hoje tiveram direito a acompanhamento "ao minuto" pelos meios de comunicação social e mereceram hashtags nas redes sociais, tal foi a sua dimensão.

De facto, as redes sociais e os media não deixaram passar em branco os atos de violência física e verbal desta manifestação. É legítimo.Também condeno a violência. Sempre e de todas as formas.

 

Agora não podemos embarcar numa onda de crucificação generalizada de todos os taxistas... E parece tão tipicamente português...  abraçar assim uma opinião grupal e sem individualidade ...

 

Por outro lado, este protesto veio consumir um pouco do espaço que a Maria Leal havia ocupado nas redes sociais... E isso é sempre bom!

 

Indícios #1

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Pois é... Os indícios...São assim, pensamentos, sensações, vozinhas sussurrantes que nos tentam avisar de que algo não está bem, e às quais, geralmente, não prestamos atenção por mais de 15 segundos, mas que depois, quando as coisas dão mesmo para o torto, voltam para nos trucidar com o maldito "eu não te avisei?!?".

Hoje dei por mim a pensar nas relações que estabelecemos e que bem-lá-no-fundo sabemos que não vão resultar (porque há indícios que nos garantem isso) mas que insistimos em fazer resultar... pelo menos até onde der...

De facto, na minha vida, deparei-me com alguns destes indícios que estupidamente ignorei, na altura. Ou porque via o mundo com uns óculos cor-de-rosa (que só quem está apaixonado é que consegue usar), ou porque pensei que era só eu a pensar demais nas coisas e que a minha mania de questionar as situações estava a querer privar-me da felicidade do momento (e na realidade este pensamento de pensar que eram só coisas da minha cabeça é que era o over-thinking, e não o anterior...- Sou um bocadinho complicada, não sou?)

 

Bem, cá está então o indício que me assolou hoje:

 

Indício #1

Na condução:

- Amor, porque vais tão devagar? (eu)

- Devagar!? Mas tens pressa para ir a algum lado? (ele)

 

Não, eu não tinha pressa para ir a lado nenhum, mas simplesmente não consigo suportar a condução lenta... e fazia-me comichão ter de ir a 100 Km/h na autoestrada, ou a menos de 60km/h nas nacionais... 

 

E depois, lembro-me de ter pensado: se calhar sou só eu que sou aceleradinha por natureza... isto até nem é grave e até pode ser que eu me habitue a esta nova velocidade de deslocação. Nada mais errado! Nunca consegui. E em todas as viagens que não era eu a conduzir, sempre a mesma coisa - aquele fervilhar de ansiedade, de nervosinho crescente, e progressivamente sem a condescendência dos apaixonados... 

Sou uma morcona

 

Sou uma morcona!

 

É isto!

 

Sou uma morcona, porque às vezes duvido de mim e da minha força. Porque, muitas vezes, me questiono se serei realmente a mulher que quero ser... Se os meus defeitos (que são muitos) superam as minhas virtudes... Se sou realmente forte para aguentar as batalhas que tenho pela frente...

 

 

 

Sou uma morcona, porque acredito que os abraços tornam tudo muito mais fácil de superar. Porque gosto de comédias românticas e leves com finais felizes... e pior, porque muitas vezes (e secretamente) gosto de me identificar com elas... Porque no fundo do que sou, gostava de acreditar em fadas, dragões, duendes e bruxas (em príncipes, não! Por quem me tomam? Já cresci o suficiente!) Porque tenho músicas que me arrepiam, outras que me enlouquecem de alegria e outras que me deprimem com gravidade, e gosto de as ouvir a todas!

Sou uma morcona, porque teimo em acreditar que quase todas as pessoas são boas pessoas. Porque gosto de comer gelados a meio da noite, gosto mesmo de sorrir, de chapinhar na chuva e de cantar (e dançar) no carro com os vidros abertos (quem?!? eu?!? não, não era eu!)...

Sou uma morcona, porque ainda equaciono comprar uns patins em linha para aprender a andar (e a cair) neles, só pelo prazer que adivinho que venha daí... Porque ainda reincido na tentação de fazer a roda na praia, de cada vez que ponho as patinhas na areia...

Sou uma morcona porque me armo em independente, mas quem me tira os meus pais e as minhas ricas filhas, tira-me tudo! Porque tenho a mania de que só eu é que sei, mas questiono-me vezes demais. Sou uma morcona porque devia ter mais do que uma pokerface de seriedade e não tenho. Porque sou transparente que não consigo mentir sem me denunciar. Sou, definitivamente uma morcona porque já devia ter idade para ter juizo e não tenho, e sinceramente não sei se algum dia o virei a ter... 

E pronto, acho que é isto! Sou uma morcona!

Por mais que me digam "Ah... e tal és uma grande mulher, assertiva, profissionalmente produtiva, cheia de força, vontade e determinação..." No fim de contas, bate-me com força: Eu-sou-u-ma-mor-co-na!

 

id. idiota, imbecil, lorpa, parva...

Já passaram 3 semanas?!?!

 Bolas!

 

Há coisas que não mudam nunca. E eu já sei que sou muito mais sensível do que algumas das minhas amigas! Não doi nada, não sejas lamechas! Não doi?!? Não lhes doi a elas, (fuck)!

 

Eu explico:

 

Amanhã é sábado e é dia de depilação... Digo isto com uma voz mais grave, demorando na última sílaba e fechando os olhos enquanto a pronuncio... E penso: Bolas! Já?!? Outra vez tortura?!?

 

E lá vou eu de iniciativa própria, com horário agendado com 3 semanas de antecedência, muito ciente daquilo a que vou ser sujeita...

 

 

Não, não é que me estejam a apontar uma arma a cabeça e a obrigar-me e, com 3 semanas de antecedência, também não posso dizer que é um devaneio casual. Não é. Vou passar uma hora de tortura chinesa, num misto de posições de yoga com exercícios respiratórios pré-parto, apenas e simplesmente porque quero.

 

É só amanhã, mas hoje antevejo:

 

- Bom dia, vem bem disposta hoje? Vamos lá?

- Bom dia. Vamos lá... para a câmara da tortura, mas vamos ver se a R. desta vez vai ser mais meiga e não me arranca a alma!...

- Ahah! Lá está a S. a brincar outra vez!

(o pior é que não estou mesmo. para mim é mesmo uma câmara de tortura.)

(e agora em fast foward o que se passa naquela marquesa, que não é bom entrar em detalhes nestas coisas e já transpiro na antecipação da ação que se vai desenrolar)

- Deite, vire mais para cá, levante esta perna, muito bem e agora a outra perna, abra, abra mais um pouquinho...

(e eu já estou a morder-me toda e a gemer para dentro para não dar parte fraca, mas a saga continua)

- Vá... não está a doer assim tanto, pois não? As férias já acabaram ou ainda vai para  a praia?

(Hell no!! Aguentar-me à bronca quando parece que me estão a arrancar a alma pelos poros das virilhas, ainda vá que não vá, mas fazer conversa em plena fase de tortura, aí já é outra história... e então eu digo, rapidamente e num grito esganiçado: Nao vou à praia, mas se prometer que despacha isto rápido, pode ser que considere... Só quero mesmo é sair daquiii! Uiiii! que doeu!)

(e assim continuamos)

- Desculpe, já está, já vai passar...

- Já está? Mesmo? (incrédula)

- Esta parte já está...

(logo vi que era falso alarme, e portanto vamos fazer outra vez um fast foward)

- Agora vire-se, ainda falta atrás, mas vai ser mais rápido. Segure aqui por favor, abra, mais, que está quase...  

(e já estou a suar e passa pó de talco e suspiro e transpiro outra vez, GOD!)

- Pronto vamos passar óleo. 

(a minha alma (e corpo) inteira rejubila nesta fase. Juro por deus que oiço coros de anjos na minha cabeça!!!)

 

- Agora axilas! (Ahhhhggghhhh! Eu sabia que não podia durar muito, o êxtase!)

 

Ao fim de mais 15 minutos, lá saio eu, como nova! -  a sentir-me mais leve, mais sexy, mais de bem com a vida e tudo e tudo e tudo, mas... fuck! Quem diz que isto não doi, só pode estar a gozar comigo! Ou então sou mesmo eu que sou muiiiito sensível e mariquinhas...

 

Bem, só mesmo para terminar, há uma afirmação sobre este tema que não me sai da cabeça!... Ainda pensei em zelar pela minha dignidade e manter o meu pudor, mas... como é legível, no texto acima, esses ficaram na marquesa da esteticista! Assim, cá vai: como diz a vlogger Melissa Silva aqui

" Fazer a depilação é como pinar no carro! Ficamos sempre numa posição esquisita, pode ser que nos aleijemos, mas no fim, vale a pena!"

 

PS - Esclarecimento extra e só para que não restem dúvidas... Não tenho a certeza se será assim (nunca me aleijei  :s )...mas de qualquer forma, parece-me uma comparação aceitável! :)

Sofro... de urgências!

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Existem várias coisas que me consomem... mas uma tem-me assolado espírito por diversas vezes - não sou de me contentar com frações!

Quero sempre tudo por inteiro!

E os meus agoras são imediatamentes.

E não sei ser de outra maneira.

 

Hoje, num telefonema profissional, alguém me disse do outro lado da linha: "Menina, é segunda feira de manhã e já está a mil?!?" Pois é, a questão é essa, não me importa que seja segunda de manhã, quarta à tarde ou sexta à noite... não consigo diminuir as rotações...

 

Sofro de vontades que precisam de ser satisfeitas, de ânsias de querer realizar tudo, de querer abraçar tudo...

E no meio do meu mundo inteiro, aparece uma metade que me faz questionar... Serei assim tão estranhamente desconectada da realidade?

 

 

A verdade é que gosto de pensar que tenho razão, que só eu é que sei... - Esta é a minha zona de conforto: rodear-me das razões que me atribuo e racionalizo... Ai, como racionalizo! Como tento atribuir sentidos, significados, razões de ser ...! Como gosto de controlar o meu mundo...

 

Sei que não fui sempre assim, que a minha essência é impulsiva, emotiva e sensitiva, mas parece que no caminho para me tornar na mulher que sou, edifiquei barreiras e usei a racionalização como escudo, porque ao contrário do que acontece quando sentimos, quando racionalizamos, não nos magoamos... A razão é sempre um terreno seguro, mas as sensações que experimentamos fora dela são areias movediças, que nos fazem questionar quem somos. Se realmente somos quem somos...

 

 E, contudo... não se vive intensamente na razão, certo?

 

 Sou composta por urgências:

Minhas alegrias são intensas;

Minhas tristezas, absolutas.

Me entupo de ausências,

Me esvazio de excessos.

Eu não caibo no estreito, 

Eu só vivo nos extremos.

Clarice Lispector

 

Não sou mulher de meio copo. Se não está cheio: não o quero. Se não está cheio: nem sequer é um copo. Antes não beber do que beber apenas o possível. O possível que se dane. O possível é demasiado fácil para me arrebatar.

PCF

Dilema

Recentemente, ouvi dizer que "a ausência de sentimentos profundos exacerba os sentidos". Nunca tinha pensado muito nisto, até porque moi même se considera uma pessoa de sentidos com sentimento... Talvez numa ou noutra conversa com a minha amiga L. este conceito de libertação de sentimento tenha estado lá... Ela diz que é ótimo porque não há cobranças, nem discussões parasitas, nem amarras... (E entre o amarrar e o agarrar com força, vai uma diferença abismal - as amarras quero-as longe, mas um agarrar forte, aproxima!) Mas eu, não fui feita para preencher vazios com outras coisas que não as que me movem... But then again, entre o agarrar e o amarrar... (Suspiro) Acho que faz parte da feminilidade a que estou sujeita, desde a fecundação que me deu origem, a questão de racionalizar as coisas. Principalmente as que não envolvem sentimentos profundos, pois normalmente quando estão presentes esses sentimentos, aí parece que perco essa capacidade e emburreço. É sou mesmo eu, assim... Mas voltando à exacerbação dos sentidos, tenho discutido muito este assunto e os pontos de vista com que me cruzo estão em opostos distintos do meu. É isto faz-me um bocado de comichão - está tudo doido, ou sou eu que sou estranha? É, se calhar sou só estranha... Bem me parece que é mais uma evidência da minha estranheza... Como a de gostar de dobras interiores! Deve ser isso, só pode! E é a primeira vez que posto via telemovel, portanto, se correr mal, correu!

"Mulheres, já há um momento ideal para deixarem de fumar" - Notícias ao minuto

 Parece que foi efetuado um estudo na Universidade de Pennsylvania, que vem iluminar a minha decisão de deixar de fumar...

 

O "Notícias ao minuto" aprofunda a questão e promete orientar-me nesta minha decisão antiga. O artigo pode ser lido aqui.

 Em suma, o momento ideal para eu deixar de fumar parece ser a segunda fase do meu ciclo menstrual (do 15º ao 28º  dia, contados a partir do primeiro dia de período menstrual)...

 

 

E porquê?

Por dois motivos, dizem...

 

  •  Primeiro: "as regiões do cérebro relacionadas com as boas decisões estão mais ativas e a funcionar na plenitude, o que não acontece na primeira fase".

  •  Segundo: "é  na segunda fase do ciclo menstrual que as hormonas relacionadas com a sensação de recompensa estão mais baixas, o que também não acontece nos primeiros 14 dias e faz com que o tabaco seja visto como algo merecido."

 

Que posso eu dizer sobre isto?

 

Na segunda semana da primeira parte do ciclo, ali, logo a seguir ao término do período menstrual, ocorre um aumento nos níveis de estrogénio, hormona produzida nos ovários que tem um papel importante na proliferação do endométrio, para que possa fixar-se um embrião, caso ocorra fecundação (não entendem? Estivessem mais atentos nas aulas de Ciências de 9º ano, ou de Bilogia, de 12º, ou então pesquisem!). Mas esta não é a sua única função -  Os estrogénios melhoram a qualidade da nossa pele e do nosso cabelo. Além disso, fazem com que fiquemos mais energéticas, e com a ovulação próxima, a líbido aumenta. Durante estes dias, dizem que a excitação é mais fácil e o caminho para o orgasmo, mais curto.

Ora se isto tudo ocorre na primeira fase do ciclo, antes do dia 14, porque carga de água é que o meu cérebro só vai tomar as boas decisões, depois desta fase ter passado? Desculpem, mas sou só eu a ver esta incongruência...Imaginem o cenário: Ali estou eu, com a pele e os cabelos bonitos e cheios de luz, plena de energia e vontade (com as hormonas relacionadas com a sensação de recompensa a bater nos píncaros!), mas espera aí!, não estou no meu melhor momento para tomar decisões, por isso vamos adiar este momento para a segunda fase, quando eu estiver mais extenuada, contudo mais assertiva...!?!?

 

Bem...parece que a vida é mesmo assim... Nem sempre se coadunam as vontades, não é?

E sim, estou na segunda fase do meu ciclo... A tomar decisões acertadas, com mais ou menos emotividade (depende dos dias), mas para já, deixar de fumar, só depois da defesa da minha dissertação de mestrado. Até lá, ainda tenho alguns cigarrinhos com que me intoxicar. A partir daí... vou ter que esperar uns dias, para voltar à segunda fase do ciclo, e depois conto como foi... e, se tiver mesmo de ser, agradeço à Universidade da Pennsylvania e ao Notícias ao minuto!

 

 

Avacalhando

Há algum tempo que ando a matutar nisto... e como me apetece aparvalhar um bocado, vou deitar cá para fora o que ando a ruminar...

 

Quero mesmo falar sobre a música deste anúncio:

 

"Uma vaca feliz, outra vaca feliz, uma ilha de vacas felizes

Andam sempre a passear, têm vista para o mar,

O pasto verdejante é o seu manjar

(...)

Na encosta de um vulcão, bem no meio do oceano

Há vacas com muita sorte, vivem livres todo o ano

Faça chuva ou faça sol, é sempre o mesmo ritual:

Acordam, pastam, afastam as moscas

Tudo muito natural..."

 

Não vou questionar a veracidade desta letra, não vou. Sei lá se as vacas dos Açores são felizes!? Não vou falar sobre os processos de produção animal para consumo humano, nem sobre as supostas vantagens, em termos ambientais, de nos tornarmos todos numa enorme comunidade vegan. Não vou falar sobre isso, porque já há muitas vozes a levantarem-se nesse campo. E eu, não tendo nada contra a liberdade individual de cada um, não jogo nessa equipa. Pelo menos não hoje. Amanhã, nunca se sabe. Por enquanto, não gostando de leite, adoro um bom hamburguer (que saudades do Munchie! ou da Maria Pregaria!, passe a publicidade).

 

A música é engraçada. Fica no ouvido. Mas a letra... ah! a letra é divina! Só tenho uma questão: é mesmo preciso ir aos Açores para ver esta felicidade bovina?

 

É que, do nada, pareceu-me já me ter cruzado com o mesmo espírito num ou noutro programa de TV...

 

 

 E bem, por hoje é só isso. As pessoas podem não gostar de leite e ah, e tal as vacas dos Açores não são felizes e estão a atirar-nos areia para os olhos com esta cantoria que fica no ouvido... Mas esta é uma realidade:

 

As dos Açores até podem não ser felizes, mas há outras que são. Definitivamente!

 

 

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