Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Lost in translation

 

 

 

Fui ao outro lado do mundo e voltei por caminhos diferentes...

 

 

E no regresso, por pouco não me cruzei com as mesmas caras, os mesmos abraços, os mesmos sorrisos...

 

 

 

 

Às vezes, a minha vida sacode-me, arrebata-me e eu surpreendo-me!

Às vezes, olho para trás e tenho para mim que houve fragmentos do meu passado que me seguiram, não de muito longe, mas a uma distância segura, para que nem sempre me apercebesse deles... E nao falo daqueles fragmentos que ficaram gravados em mim, que se acomodaram endossimbioticamente na pessoa que vou sendo.. 

Fragmentos de outras vidas cujos caminhos passaram e tocaram os meus com graus variados de intensidade, mas que a distância, medida em anos, não retirou um centímetro de proximidade.

Esta vida é curiosa! Como uma tela que colorimos entre as escolhas conscientes e os acasos...e se atentarmos bem nela, se prestarmos mesmo, mas mesmo muita atenção, quase conseguimos descobrir um ressalto, uma dobra onde se deve esconder o destino...

O destino?! Nunca gostei muito de acreditar nele... E sempre receei que pudesse ser verdade, que ele viesse um dia e que provocasse uma agitação nos planos que tinha cuidadosamente delineado para mim. Como se fosse uma personagem estranha que se apropriasse do meu caderno de rascunhos e o rasurasse a vermelho, fazendo uma espécie de correção aos meus planos, às minhas escolhas, à minha vida... Quem me conhece, sabe que gosto de ter sempre razão e de dominar a minha vida. Não sou obcecada com o controlo... também gosto de ter espaço para me perder, para permitir um acesso de loucura e descontrolo, mas até isso, só quando eu quero e permito. Por isso estranho, encontrar sentido no destino, quando olho para trás e vejo que existem reflexos que não se dissiparam no tempo.

 

A minha mãe acredita que trazemos raízes de outras vidas, quando chegamos a esta. E que as pessoas, com quem nos cruzamos nesta vida, têm em si uma história implícita e indelével, como nós temos. E que é esta história que vincula as almas. Mas a minha mãe é uma romântica emotiva e otimista que acredita que o universo se encarrega de nos orientar no caminho da felicidade...Eu nunca dei muito crédito a esta forma de ver as coisas, e sempre gostei mais da ideia de ser eu a conquistar a minha felicidade, a trilhar os meus caminhos, a traçar o meu caminho no mapa e a percorrê-lo quando quero e como quero...

Mas de facto, às vezes a vida surpreende-me e parece-me, num relance, ter apanhado o destino a querer tocar na minha vida. Que fazes tu aqui? - e agito a mão, como se o sacudisse deste momento. 

 

 

 Mas sabe bem encontrar conforto e autenticidade nos lugares que visitei e nas pessoas que,

não estando lá todo o caminho,

estiveram sempre

presentes.

 

 

 

Lost in Translation - Fica a sugestão para este fim de semana.

 

 

Mais sobre mim

Quantas laranjas?

Que horas são?

Calendário

Julho 2016

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31

Quantas agora?