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Meia Laranja Inteira

Halfway there...

Meia Laranja Inteira

Halfway there...

A super-lua

 

Parece que ontem foi dia (ou noite) de andarmos com a cabeça ( e olhos) na LUA!

Esteve bem próxima, pelo que a expressão "gosto de ti até à lua" ficou diminuída. Astronomices... Que são as picuinhices da astronomia... é o que é...

 

 

 

 

Mas de facto, a lua esteve bonita! E tenho pena que não consiga partilhar aqui nenhuma foto minha, mas  (e é triste admitir isto) não ficou nenhuma em condições e não tive tempo para voltar a tentar...

 

Que hoje ainda seja dia, e noite, para pararmos uns minutos e admirarmos as coisas simples como o luar.

 

 

 

Hoje foi bom.

    E... é isto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na minha vida tenho muitas coisas pelas quais me sinto profundamente agradecida. Mesmo as piores e mais dolorosas provas porque passei, hoje, à distância do que já foi, trazem consigo um sentimento de agradecimento... quase uma purificação da alma... Porque me fizeram crescer (para lá do meu metro e cinquenta e três),  mas sobretudo porque me dignificam na fidelidade que tenho aos meus princípios e valores!

 

Mas a minha maior riqueza são as pessoas com que me rodeio. E hoje foi dia de encontros com pesssoas queridas. 

 

Almocei com dois seres fantásticos que fazem parte do que sou. E na nossa conversa descontraída, uma grande amiga, disse-me em tom de brincadeira, que se fosse homem, era comigo que casava! Que não queria mais ninguém. Rimo-nos e brincamos à volta desse cenário. Foi um grande elogio, sobretudo se pensarmos que saímos ambas de relacionamentos que não deram certo... Ela já há muito tempo, e eu, mais recentemente. Mas não. Hoje adoto o celibato como meu parceiro. Troco os arrepios do toque, pela paz de espirito (é o que eu digo, em tom de brincadeira, mas que não deixa de ter um fundo de verdade).

 

Mas sim, hoje sinto que eu não sou só eu. Eu também sou os meus amigos e a minha família. Pois trago-os dentro de mim, porque as nossas vivências  e conversas acabam por influenciar os meus pensamentos e ações.

 

E, nas amizades recentes, com que me vou cruzando, também surgem pessoas que me vão marcando. Mesmo aquelas cujas semelhanças igualam as diferenças que encontramos entre nós. Mesmo aquelas cujas discussões que vamos tendo se vão cansando de existir e acabamos por dar espaço a uma espécie de concordância num desacordo, sobre o tópico em questão. E hoje também foi dia disto. E foi bom ver que, apesar dos desacordos, estamos lá para quando for preciso. Mesmo sabendo que tudo poderia ter sido diferente do que já foi, se fossemos outros, noutro tempo. 

 

 

RIP Leonard...

 

Porque hoje, o mundo ficou mais pobre...

Mas a música, que ouvia em loop, nos meus tempos de adolescente... essa, fará sempre parte de mim.

Bravo, Leo!

 

I'm Your Man 

 

If you want a lover
I'll do anything you ask me to
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you
If you want a partner, take my hand, or
If you want to strike me down in anger
Here I stand
I'm your man
If you want a boxer
I will step into the ring for you
And if you want a doctor
I'll examine every inch of you
If you want a driver, climb inside
Or if you want to take me for a ride
You know you can
I'm your man
Ah, the moon's too bright
The chain's too tight
The beast won't go to sleep
I've been running through these promises to you
That I made and I could not keep
Ah, but a man never got a woman back
Not by begging on his knees
Or I'd crawl to you baby and I'd fall at your feet
And I'd howl at your beauty like a dog in heat
And I'd claw at your heart, and I'd tear at your sheet
I'd say please (please)
I'm your man
 
And if you've got to sleep a moment on the road
I will steer for you
And if you want to work the street alone
I'll disappear for you
If you want a father for your child
Or only want to walk with me a while across the sand
I'm your man
 

 

Uma paixão antiga

 

De volta às salas de aula!

E sinto-me como se nunca tivesse deixado de pertencer aqui... No último par de anos, a minha vida obrigou-me a reformular estratégias de vida e a tomar decisões difíceis. Uma delas foi a de abdicar do meu amor pelo ensino, em detrimento de um salário justo, condições mínimas de estabilidade, entre outras questões ligadas à vida real de uma mãe que tem que providenciar sustento às crias e contas para pagar ao fim do mês...

Nos últimos dois anos, desenvolvi, com sucesso, outra atividade profissional... que me enriqueceu enquanto pessoa, com a qual me comprometi a 100%, mas que de facto, não me instigou a mesma paixão que encontro no ensinar, no aprender, no fazer descobrir... mas sobretudo no grande desafio que é trabalhar com as nossas crianças e jovens (mesmo os mais difíceis!).

Esta mudança tem-me roubado muito tempo, as minhas crianças (ou melhor, as otites e laringites das minhas crianças) não me têm dado muitas tréguas...

E é isto: No meio das planificações, das avaliações intercalares, da preparação de aulas, dos ben-u-rons, dos lenços ranhosos, do horário rígido dos antibióticos...tinha que encontrar um bocadinho de tempo para vir cá dizer:

 

 - Estou bem! Agradecida, feliz e cansada. Mas estou maravilhosamente bem!

(As crias também vão ficar. Sei que sim.)

Sobre a manifestação dos taxistas...

Hoje os taxistas "manifestaram-se" / "protestaram" contra a Uber...

Considero o aparecimento destas plataformas de transporte (como a Uber)  uma consequência da evolução tecnológica e social, a que temos o privilégio de assistir nesta era. Penso que trazem competitividade e melhoria ao serviço de transportes. No entanto, os vazios legais que possam beneficiar estas plataformas, em detrimento dos taxistas, têm de ser preenchidos e as injustiças que possam existir devem ser eliminadas. Mas isto sou só eu.

 

Os protestos de hoje tiveram direito a acompanhamento "ao minuto" pelos meios de comunicação social e mereceram hashtags nas redes sociais, tal foi a sua dimensão.

De facto, as redes sociais e os media não deixaram passar em branco os atos de violência física e verbal desta manifestação. É legítimo.Também condeno a violência. Sempre e de todas as formas.

 

Agora não podemos embarcar numa onda de crucificação generalizada de todos os taxistas... E parece tão tipicamente português...  abraçar assim uma opinião grupal e sem individualidade ...

 

Por outro lado, este protesto veio consumir um pouco do espaço que a Maria Leal havia ocupado nas redes sociais... E isso é sempre bom!

 

Indícios #2 e #3

 Já falei aqui dos indícios, num post anterior...

 

Indício #2

 

- Olha, olha! Um miradouro! Vamos lá ver! (eu, com a excitação infantil que antecede a aventura de percorrer uma estrada estreitinha e pitoresca, numa aldeia antiga, mas nova para mim)

 

- Estás maluca?!? Não vou meter o carro naquele beco... E se depois não conseguimos dar a volta? (ele)

 

E eu engoli em seco e o meu olhar encheu-se de desânimo... Ainda disse que de certeza que havia espaço do outro lado, e, nao havendo, eu fazia a marcha a trás que fosse precisa... 

Não fomos. Continuamos viagem. E a marcha a trás foi feita alguns anos depois.

 

 

Indício #3 (recorrente)

 

 - Que queres fazer hoje? (eu)

 - Não sei, o que tu quiseres... (ele. E eu sei que isto quer dizer subliminarmente: não podemos ficar em casa no sofá a ver TV?)

 - Podíamos fazer uma coisa nova... Vamos até ao centro histórico e depois podemos jantar naquele sítio novo, o XPTO..? (eu)

 - Hum... Não me apetece muito caminhar... e depois também não quero gastar dinheiro no jantar. (ele) 

 - Pronto, vamos só ao centro histórico tomar um café na esplanada, ok? (eu)

- Tu e a tua mania de quereres sair sempre... Prefiro ficar antes aqui. (ele)

 

E ficou. E eu fui. 

Assim não havia mesmo espaço para o "ficamos" nem para o "fomos"... porque estavamos juntos, mas isoladamente. Até que deixamos de estar.

 

 

 

Faz-me falta sentir...

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Faz-me falta sentir.

 

Faz-me falta o sobressalto, a antecipação, a descoberta, a excitação... 

No correr dos dias, às vezes adormecemos os sentimentos que nos movem e perdemo-nos no mecanicismo dos quotidianos que se sucedem sem parar, sempre com exigências, sempre com horários a cumprir, sempre com urgências que têm de ser satisfeitas com pressa...

Ontem acordei nesta dormência e disse de mim para mim: 'Pera lá... tu não és assim! Onde está a tua energia e a tua vivacidade ? As tuas loucuras, onde estão?

E então, (it suddenly hits me) tomei consciência de que não voltarei a amar. E não foi uma decisão minha, juro que não foi. Não desta vez. Foi mesmo uma tomada de consciência, o constatar de um facto - o de não conseguir mais ceder a uma entrega. Nem mais uma.

Olhando para dentro de mim, sei isso. Lastimo, mas aceito a abnegação.  E penso nisto com maior profundidade. Não sou a mesma que fui. Ganhei resistências que obstaculizam a proliferaçao dos sentimentos, e isto, deixa-me segura e confiante, mas também triste.

 

Quando era miúda, descia uma rampa, na rua da casa dos meus avós, de carrinho de rolamentos. Às vezes aquilo virava e raspava os joelhos no cimento do passeio. Mas não fazia mal, porque sacudida a poeira e limpos os arranhões, com o que tinha à mão, lá estava eu, resiliente, a puxar o carrinho, subida acima, para poder voltar a sentir a adrenalina de mais uma descida. 

Em adolescente, quando caía de mota, ou mesmo depois de um acidente, mal podia esperar para voltar a conduzí-la. E mesmo quando me diziam para ter calma e eu respondia que estava calma, a ânsia de correr em frente e o sobressalto das emoções gritavam bem alto o meu nome e a calma era uma coisa que eu nem sequer sabia existir...

Já mulher adulta voltei a cair várias vezes, capotei o carro (só uma vez e chegou), apaixonei-me e desapaixonei-me em lágrimas, acreditei que tudo ia dar certo e depois não deu... mas ainda assim mantive a insistência de correr atrás do que me faz feliz, do que me faz sentir viva, do que me aquece por dentro e não me deixa esquecer de quem sou.

As paixões... Ah! As paixões moviam-me como nortadas a sustentar o planar das gaivotas sobre um mar de águas agitadas... E eu era feliz, muitas vezes, e, noutras era infeliz, e revoltada, e extasiada, e miserável, e maravilhada... quero dizer com isto tudo, que havia dentro de mim um turbilhão de sentimentos que me arrebatavam, mas que me faziam viver a minha vida, da forma como sempre vivi: apaixonadamente!

 

Medos?! Não tinha medo de nada? Acreditava que seria sempre vencedora, mesmo que a angústia me derrotasse no final, já tinha ganho no início, pois tinha vivido, mesmo que esperneasse de infelicidade, já tinha sido feliz entretanto. Acreditava que a minha vontade e os meus ideiais iriam impulsionar-me sempre e que seguiria o caminho que eles me indicassem, sempre em velocidade, energia e sagacidade.

 

 Mas ontem acordei dormente e apercebi-me que as últimas quedas impriram em mim uma coisa estranha - algo que está entre a sensatez e o medo da entrega. E é assim que sei que não voltarei a amar. É este medo que me incomoda - pois se nunca fui assim?! - esta necessidade de filtrar o que me permito sentir, e de limitar o que extravasa de mim...

Acho que quando amamos, quando amamos mesmo, incondicionalmente alguém, não há espaço para medos, para reservas, para proteções individuais... porque há algo mágico neste sentimento que nos impulsiona para a entrega... E eu sei que não permitirei mais entregas, e nisto não tenho escolha.

Não estou miserável, nem infeliz. Estou consciente das minhas limitações. 

Não deixei de acreditar no amor. Não. Sei que existe, que é mágico e que tem um poder absurdo. Mas também sei que foi excluído da minha vida.

Sei disso e experimento outro amor mais centrado, mas não menos arrebatador- o de ser mãe das melhores pessoinhas que povoam o meu mundo!

 

Viva a mim!

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